24 de abr de 2015

Resenha: Um Gato de rua chamado Bob.

Título: Um Gato de rua chamado Bob
Título Original: A Street Cat Named Bob
Editora: Novo Conceito
Autor: James Bowen
Ano: 2013
Páginas: 240

SINOPSE
É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum...




Olá leitores, deixa eu começar falando que A-DO-REI o livro! Ufa, precisava disso. 
Eu demorei muito pra postar resenhas porque descobri que estava sofrendo com uma "reading slump" ( não sei o nome em português, mas seria tipo uma ressaca literária). Eu não estava conseguindo olhar pra livro nenhum, estava louca pra descansar um pouco. Como faço faculdade de Letras - literatura inglesa, eu leio praticamente o dia todo e pelo fato de ser lenta eu acabo tendo que ler mais do que a maioria das pessoas. Enfim, eu estava já alguns meses lutando pra voltar a ler e nesse último feriado de 4 dias que tive eu vi muitos... MUITOS booktubers e eles explicando sobre como sair do "reading slump" e com dicas e contando a experiencia deles. Foi excelente se não fosse por duas provas de literatura que tive que fazer e assim que terminei peguei esse livro ontem para ler e descansar e acabei agora. 

Primeiro, eu só queria dizer que gosto de alguns livros de autoajuda (me julguem XD) e esse, com certeza, foi um dos que tive o prazer de ler. Bob me conquistou desde o início também, porém não só ele como o James. Triste história, ao mesmo tempo uma história de superação assim sempre nos faz pensar em como estamos vivendo nossa vida de forma tão egoísta. 

Algumas coisas me chamaram muita atenção nos personagens: a primeira é como James se sente grato e humilde quanto ao Bob o tempo todo, ele é um personagem muito altruísta por mais que ele não reconheça isso. Depois tem essa semelhança dos dois: o lado selvagem do gato e de James e o lado sábio que o gato ajudou a construir em James. E claro, como James muda completamente de um ponto que ele se encontrava para outro que ele não conseguia imaginar que pudesse alcançar. É importante falar sobre como livro nos traz a realidade de um morador de rua e também tem a forma como James começa a se sentir quando ele percebe o tratamento das pessoas mudando: "Ver-me com meu gato suavizou-me aos olhos das pessoas. Ele me humanizou."

A história é muito bem contada, faz bastante tempo que não leio algo tão leve e fluido. A tradução ficou muito boa, os revisores só deixaram passar um erro e não atrapalha em nada a história. A discrição é sucinta e bem-feita, é uma história que me fez rir e chorar e torcer o tempo todo. Mergulhei no livro facilmente! O autor faz referências a algumas obras literárias e personagens até Harry Potter. 

No todo eu simplesmente amei o livro e recomendo a leitura! 



E agora momento bônus pra quem gosta de gatos!!!
Esse é meu gatinho Abra dormindo roncando na minha cama... (pokemon yes) ^^



Um caso engraçado meu: Meu irmão não gosta de gatos e sempre se opôs ao fato do meu pequeno estar dentro de casa, mas uma noite ele foi dormir e deixou a porta do quarto semiaberta. O gatinho foi explorar o quarto dele escondido e se apaixonou pelo meu irmão, foi a mor a primeira dormida (ronquinhos hihi). Enquanto meu irmão dormia o gatinho Abra pulou sorrateiramente na cama sem fazer pressão nenhuma e lhe deu um beijo na cabeça, umas lambidas. Meu irmão achou que era minha mãe, e pela manhã quando ele me contou essa história ele estava rindo e em seus olhos vi que o gatinho tinha “dobrado” ele... Foi amor a primeira lambida!