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25 abril, 2018

Um café e Você, para viagem! por Raquel Rasinhas

Título: Um café e Você, para viagem - 

Autor: Raquel Rasinhas

Páginas: 312

Idioma: Português

  • ASIN: B077M1Q8B8
  • Editora: R.Ras; Edição: 1 (1 de dezembro de 2017)



Ela está realizando seu grande sonho de ter seu café onde fará seus doces.
Ele é um advogado que vai sempre a um café perto de casa antes do trabalho e sonha em tonar seu bar o mais popular do RJ.
Ela nunca teve sorte com seus relacionamentos, então decidiu focar apenas na sua carreira.
Ele estava muito bem com sua vida de solteiro, isso até ir ao café e ver um furacão de cabelo azul e avental sujo de farinha e chocolate passar na sua frente com um lindo sorriso.

Uma proposta, acompanhada de uma xícara quente de café, foi feita e ela pode mudar a vida de duas pessoas como elas nunca imaginaram ser possível.




Ola pessoal, estamos de volta! Parece estranho, eu sei. Meses sem postar nem dar notícia, página no face desativada! Parece coisa de livro de mistério, mas aconteceu coisa demais na minha vida, agora, só agora eu tive força suficiente para voltar a escrever e ler. Eu me formei, finalmente, e já gostaria de dizer que senti falta disso, mas de alguma forma precisei de um tempo parar retomar de forma consistente o blog. 



Para continuar com as postagens eu fiz uma loucura, mergulhei no mundo dos livros HOT e então já vou avisar que daqui pra frente não é uma leitura ideal para menores de 18. 


O livro da vez foi "Um café e Você, para viagem" de Raquel Rasinhas e eu li a versão ebook que está disponível no Kindle Unlimited e um preço super acessível para os leitores do Kindle. 

A história se passa no Rio de Janeiro, Beca é uma doce jovem de 27 anos que mora em um  apartamento com uma amiga que fez na faculdade, tem cabelo azul e abre uma doceria, seu maior sonho (trocadilhos não me faltam) e sua intenção é se dedicar de corpo e alma a manter a doceria com sua mãe e irmão. Eu digo "intenção" porque Dominic surge como cliente em sua vida e se encanta por Beca, fazendo sua vida um pouco mais excitante. 

O cenário é o do Rio de Janeiro, ou seja, temos mais uma autora nacional arrasando e usando de elementos nacionais de forma leve e suave. Foi interessante porque em alguns momentos eu também senti o uso de alguns elementos verbais estrangeiros, mas que no final só agregaram para que o livro não se torne estranho ao leitor que não está acostumado com obras nacionais. Eu gosto de reforçar a importância das obras nacionais porque é um foco que merecemos, com tudo que enfrentamos nesse país, e todas as lutas os nossos autores estão na luta para trazer influência do externo que seja produtiva e recriada aqui. Na literatura canadense acontece o mesmo, muitas das maiores obras não envolvem elementos do país ou da cultura, ou até foram escritas por autores estrangeiros que resolveram usar o Canadá como cenário, o principal objetivo é perder o preconceito de que se algo é produzido aqui é ruim, ou se é trago de fora, não e original. Acredito que a originalidade está na forma que se usa a matéria prima, e não nela em si. 

Voltando ao livro, a narradora e protagonista é a Beca, que uma mulher decidida, que não se perde em sua hipocrisia, muito realista consigo mesma do que pode ou não realizar. As vezes avoada, mas que tem um coração fantástico. Ela é dona da doceria onde conhece Dominic. Ele aparentemente parece ser só mais um homem com um comportamento um pouco avançado demais, (sou romantica, desculpa) só que se mostra sensível e maduro ao longo da história de uma forma que não esperava. Beca tem uma mãe pra lá de louca (falas da sessão da tarde) que se mostra muito prestativa e realista com o cenário de relacionamentos que a geração de hoje se encontra. É interessante o livro abordar a dificuldade de se manter um relacionamento porque a maioria das pessoas está se tornando workaholic e isso não é algo que seja orgulho, mas que acontece. Beca também tem uma amiga, Letícia, que conheceu na faculdade e divide o apartamento localizado em cima da doceria. Lele, como é chamada, também é de uma doçura e ímpeto sem igual e traz pra história o equilibrio ideal juntamente com a mãe de Beca. São personagens femininos e fortes, que estão conscientes e se encontram próximos da realidade. 

Na história, a medida que Beca vai conhecendo Dominic, eles vão propor um trato entre eles e a história segue a partir daí. 

Eu devo ser sincera, eu não esperava gostar de um livro com conteúdo hot, ate mesmo os fanfics que leio no Wattpad sou bem implicante, mas não consegui me desgrudar do livro por um segundo e tive que me policiar ao máximo nessa resenha porque a vontade de contar o que acontece a cada segundo é tão grande quanto meu amor pelo cenário da doceria. Vocês vão sentir o cheiro dos sonhos nas leituras, e o café então deve estar ao lado do livro a medida que as páginas se avançam! 

O livro é muito bem escrito, salvo uma última revisão que acredito que poderia ter tirado os erros, mas nada que afete o entendimento geral da história. 
A escritora já tem outras histórias publicadas pelo Wattpad e está se destacando cada vez mais pela excelência e versatilidade. 

Para adquirir o livro: 

Amazon - Um café e Você, para a viagem










15 julho, 2017

Serial Killers pré-venda!


E a Darkside já vem esse mês com pré venda de livro NACIONAL!

Exatamente galera, a fantástica Darkside, aquela com as edições as quais fazem qualquer leitor babar, está disponibilizando pra gente a pré-venda da versão definitiva de Arquivos Serial Killers - Limited Edition, escrito por Ilana Casoy.O Box é composto pelos livros : Serial Killers:Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made in Brazil.

Para garantir a pré venda você pode clicar nos links abaixo:

11 dezembro, 2016

Querido John - Resenha


O que você faria com uma carta que mudasse tudo?”...



Eu sei o que eu não faria... Daria conta de situações tão pesadas na minha vida!
Vamos à resenha: o livro é simplesmente muito bem escrito e traduzido. “Querido John” conta a história de um soldado (John) que cresceu como um rebelde adolescente que precisava de atenção e de se sentir normal. Ele se alista no exercito, porém em uma de suas licenças conhece Savannah, uma universitária com um coração tão grande e com tanto em comum com ele que parecia trazer sentido a sua vida. A vida continua e acontece e assim vai seguindo a história do livro.
Foco narrativo em primeira pessoa é mostrado através da perspectiva de John. Ele conta a história mostrando um ponto de vista maduro e muito consciente das ações. A neutralidade dele em algumas partes é tamanha que às vezes percebo que nem sempre dá pra confiar na narrativa dele. Como personagem ele é maravilhosamente honesto e bem construído, porém não muito realista. E aí que vem o problema, em minha opinião, será que eu que só me deparei com homens que não valem a pena a ponto de ver John como alguém irreal? Isso acabou me dando uma crise emocional pesada nessa semana que li o livro. Ele tem falhas, ele as reconhece, e na verdade ele não só aprende muito com os outros personagens como ensina também. É dotado de uma maturidade emocional enorme. Eu não conheci até hoje que ninguém assim, mas acho que isso que é interessante quando lemos um livro: essa ênfase nesses atributos do John é justamente o que me chamou a atenção porque acredito que seja algo que eu esteja pensando em constantemente melhorar em mim também.
Savannah, aquela por quem John se apaixona completamente. Ela é construída de uma forma muito bonita. Ela tem falhas, ela é sempre muito direta e com um carinho por ele e pelo pai dele que também acredito ser raro não só em uma personagem, como também em um ser humano. Quando estamos em um relacionamento estamos sempre tão ligados a pessoa com quem nos relacionamos que mal nos interessamos em quem os cerca, ou simplesmente aceitamos suas companhias. “Quando compramos uma casa, as vezes temos que aceitar os corvos que vem com ela”. Família, amigos, problemas... isso tudo vem com a pessoa e nós criamos muitas vezes uma bolha isolando essa pessoa seguramente dentro de nosso mundo, acreditando sempre nessa existência isolada, quase a vácuo. Nós tiramos a experiência de realidade de um relacionamento, por isso quando não damos certo nos isolamos, nos excluímos, excluímos outros e por assim seguimos muito egoístas pela vida. Savannah traz esse altruísmo genuíno ao texto.

Tim, amigo de Savannah. Ele é tão carismático que faz com que a história seja aparentemente injusta a medida que se segue. Eu acredito que ele traz também esse altruísmo para a história, e de uma perspectiva masculina.
Sr. Tyree, pai do John. Ele é o exemplo do que um pai faz por nós todos os dias. Independente dos problemas que têm, ele criou John, ele fez o que pôde pelo filho e seguiu assim enquanto teve forças. Ele é metódico e segue assim ao longo do livro.
Depois dos personagens o enredo também me chamou muito a atenção. Cartas são trocadas e tem todo aquele ambiente de exército americano na história. Os temas também são bem trabalhados: autismo, guerra, relacionamentos, relacionamentos a distância, abusos, amadurecimento do ser, problemas familiares e dentre outros que acredito estarem mais intrínsecos a história. O simbolismo também das moedas me chamou tanto atenção, como uma simples coleção de moedas passou de herança para a perspectiva de renascimento e recomeço e de problemas para memórias esperança.
Nicholas Sparks me trouxe realmente em contato com os mais diversos sentimentos nesse livro, e agora sinto que quero ler mais livros dele. Sua escrita é impecável e recomendo com certeza a leitura para os mais variados perfis de leitores.

OBS: Eu fui abduzida por ETS (brincadeirinha galera rsrs)... Perdão leitores. Eu estou num encerramento do meu curso e no início de uma nova fase da minha vida, mas nunca paro de sentir falta de trabalhar no blog e trazer resenhas e conteúdo de qualidade para vocês. Levando em consideração o simbolismo da coleção de moedas do livro, esse blog traz uma coleção de memórias e todo livro que coloco aqui, assim como toda notícia traz uma carga de algo que está acontecendo em minha vida e em meu país. Acredito que seja a melhor pegada que esteja deixando para o meu eu futuro e espero estar trazendo o melhor para vocês também. Estamos chegando ao fim do ano e um recomeço em 2017, e sinceramente desejo a todos que apoiam o blog e a página no face excelente festas e nos veremos mais por aqui!

24 abril, 2015

Resenha: Um Gato de rua chamado Bob.

Título: Um Gato de rua chamado Bob
Título Original: A Street Cat Named Bob
Editora: Novo Conceito
Autor: James Bowen
Ano: 2013
Páginas: 240

SINOPSE
É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum...




Olá leitores, deixa eu começar falando que A-DO-REI o livro! Ufa, precisava disso. 
Eu demorei muito pra postar resenhas porque descobri que estava sofrendo com uma "reading slump" ( não sei o nome em português, mas seria tipo uma ressaca literária). Eu não estava conseguindo olhar pra livro nenhum, estava louca pra descansar um pouco. Como faço faculdade de Letras - literatura inglesa, eu leio praticamente o dia todo e pelo fato de ser lenta eu acabo tendo que ler mais do que a maioria das pessoas. Enfim, eu estava já alguns meses lutando pra voltar a ler e nesse último feriado de 4 dias que tive eu vi muitos... MUITOS booktubers e eles explicando sobre como sair do "reading slump" e com dicas e contando a experiencia deles. Foi excelente se não fosse por duas provas de literatura que tive que fazer e assim que terminei peguei esse livro ontem para ler e descansar e acabei agora. 

Primeiro, eu só queria dizer que gosto de alguns livros de autoajuda (me julguem XD) e esse, com certeza, foi um dos que tive o prazer de ler. Bob me conquistou desde o início também, porém não só ele como o James. Triste história, ao mesmo tempo uma história de superação assim sempre nos faz pensar em como estamos vivendo nossa vida de forma tão egoísta. 

Algumas coisas me chamaram muita atenção nos personagens: a primeira é como James se sente grato e humilde quanto ao Bob o tempo todo, ele é um personagem muito altruísta por mais que ele não reconheça isso. Depois tem essa semelhança dos dois: o lado selvagem do gato e de James e o lado sábio que o gato ajudou a construir em James. E claro, como James muda completamente de um ponto que ele se encontrava para outro que ele não conseguia imaginar que pudesse alcançar. É importante falar sobre como livro nos traz a realidade de um morador de rua e também tem a forma como James começa a se sentir quando ele percebe o tratamento das pessoas mudando: "Ver-me com meu gato suavizou-me aos olhos das pessoas. Ele me humanizou."

A história é muito bem contada, faz bastante tempo que não leio algo tão leve e fluido. A tradução ficou muito boa, os revisores só deixaram passar um erro e não atrapalha em nada a história. A discrição é sucinta e bem-feita, é uma história que me fez rir e chorar e torcer o tempo todo. Mergulhei no livro facilmente! O autor faz referências a algumas obras literárias e personagens até Harry Potter. 

No todo eu simplesmente amei o livro e recomendo a leitura! 



E agora momento bônus pra quem gosta de gatos!!!
Esse é meu gatinho Abra dormindo roncando na minha cama... (pokemon yes) ^^



Um caso engraçado meu: Meu irmão não gosta de gatos e sempre se opôs ao fato do meu pequeno estar dentro de casa, mas uma noite ele foi dormir e deixou a porta do quarto semiaberta. O gatinho foi explorar o quarto dele escondido e se apaixonou pelo meu irmão, foi a mor a primeira dormida (ronquinhos hihi). Enquanto meu irmão dormia o gatinho Abra pulou sorrateiramente na cama sem fazer pressão nenhuma e lhe deu um beijo na cabeça, umas lambidas. Meu irmão achou que era minha mãe, e pela manhã quando ele me contou essa história ele estava rindo e em seus olhos vi que o gatinho tinha “dobrado” ele... Foi amor a primeira lambida!